Assim como a lua que as vezes é cheia, outras vezes minguante; ou como o sol que as vezes é quente, outras vezes frio; até mesmo como o tempo que as vezes machuca, outras vezes fortalecê. De dia triste, de noite feliz; hora sorri-dente, hora deprimida. São tantas fazes; que considero-me bipolar. Bipolaridade essa totalmente dependente do luar. Na noite de hoje, estou sentada na janela do meu quarto observando aquela fantástica lua cheia que ilumina até os pontos mais escuros do meu inconsciente. Por um momento, a felicidade domou meu corpo, por pensar que ela estava brilhando especialmente pra mim. Mas no momento seguinte analisei que talvez os outros quase 8 bilhões e meio de habitantes da terra, estejam fazendo o mesmo que eu; e a "minha" lua como é graciosa, não se negou a iluminar o resto do mundo. Me senti sozinha, desolada, incompreendida. Mas mesmo com a Bipolaridade ao limite, sigo o exemplo do astro mais experiente nesse sentido; que mesmo estando sozinha a trilhões de anos luz da terra; nessa incomparável imensidão azul; tendo que lidar com eclipses e com estrelas mal compreendidas; Nunca, jamais, em hipótese alguma se negou a brilhar pra quem quer que esteja olhando.
Principalmente pra mim.

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